PER328

Parada no Getsêmani

O artigo ‘PER328 - Parada no Getsêmani’ explora o significado do episódio do Getsêmani nos Evangelhos. Ele ressalta o sofrimento e a oração de Jesus antes da sua prisão e interpreta esse momento como um ensinamento sobre a oração e a submissão à vontade divina.

14 min Getsêmani Jesus Evangelhos oração prisão 22 versículos 7 livros

Consulta

Textos bíblicos

Mateus
Mateus 26.36 (Bíblia Livre)

Então Jesus veio com eles a um lugar chamado Getsêmani, e disse aos discípulos: Ficai sentados aqui, enquanto eu vou ali orar.

Marcos
Marcos 14.32 (Bíblia Livre)

E vieram ao lugar, cujo nome era Getsêmani, e disse a seus discípulos: “Sentai-vos aqui, enquanto eu oro.”

Lucas
Lucas (Bíblia Livre) não citado no livro
João
João 18.1 (Bíblia Livre)

Havendo Jesus dito estas coisas, saiu com seus discípulos para além do ribeiro de Cedrom, onde havia um jardim, em que ele entrou ele, e seus discípulos.

Detalhes técnicos

Ano 33

Local: O jardim do Getsêmani, ao pé do monte das Oliveiras, em frente à cidade de Jerusalém

Data: sexta-feira, 1º de abril, bem cedo pela manhã

Modo de proceder: Seguimos agora Marcos

Nota sobre o modo de proceder: Mateus e João também registram esse acontecimento

Mapa de Jerusalém e região
Gráfico de barras de sexta-feira

O Messias Jesus e seus discípulos partem para o e param no jardim do Getsêmani.

Detalhes cronológicos, segundo as nossas conclusões:

_7 O Messias Jesus e os discípulos partem para o monte das Oliveiras entre a meia-noite e as 2h30, antes do amanhecer de sexta-feira. O jovem Marcos os segue (Marcos 14.26, Marcos 14.32-42, Mateus 26.30,Mateus 26.36-46, Lucas 22.39-46, João 18.1).

_8 Eles vão parar ao pé do , no jardim do Getsêmani (Mateus 26.36, Marcos 14.32).

Você pode consultar a cronologia completa no estudo ANN026 : A hora da crucificação.

Comentário:

O Getsêmani, cujo nome significa «lagar de azeite» e que designa um lugar preciso situado nas encostas do (Mateus 26.36, Marcos 14.32, João 18.1), era um lugar retirado aonde Jesus e seus discípulos costumavam ir para escapar da agitação de Jerusalém, sobretudo durante as grandes festas como a Páscoa, quando o , zona mais ampla, se cobria de acampamentos provisórios (Lucas 21.37).

O costume que tinham de se retirar regularmente para esse lugar afastado permitiu a Judas localizar o Messias Jesus e levar até lá uma tropa armada para prendê-lo (João 18.2-3).

Tanto o relato de Mateus quanto o de Marcos insistem na agonia espiritual do Messias Jesus nesse lugar, na sua tristeza, na sua oração intensa, na sua aceitação da vontade do Pai (Mateus 26.38-39, Marcos 14.34-36), ao passo que João enfatiza mais o domínio de si e a dignidade de Cristo diante da prisão (João 18.4-6).

Simbolicamente, o próprio nome do Getsêmani, associado ao lagar, evoca o sofrimento e o esmagamento que o Messias Jesus aceita suportar, cumprindo assim as profecias messiânicas que anunciavam o sofrimento do Servo (Isaías 53.5, Zacarias 13.7).

A tradição cristã vê nele também um lugar de ensino sobre a oração na provação e a renúncia à própria vontade (Hebreus 5.7-8).