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O aspecto espiritual do reino

O artigo explora a interpretação do reino de Deus segundo Lucas, destacando uma pergunta dos fariseus a Jesus sobre a sua vinda. Ao contrário de uma percepção condicional, o texto grego indica uma pergunta no presente. Jesus explica que o reino se estabelece discretamente e só é perceptível aos espiritualmente receptivos.

7 min reino de Deus fariseus Lucas 3 versículos 3 livros

Consulta

Textos bíblicos

Mateus
Mateus (Bíblia Livre) não citado no livro
Marcos
Marcos (Bíblia Livre) não citado no livro
Lucas
Lucas 17.20-21 (Bíblia Livre)

E perguntado pelos fariseus sobre quando o Reino de Deus viria, respondeu-lhes, e disse: O Reino de Deus não vem com aparência visível.

Nem dirão: Eis aqui, ou Eis ali, porque eis que o Reino de Deus está entre vós.

João
João (Bíblia Livre) não citado no livro

Detalhes técnicos

Ano 32

Local: No caminho para Betânia, além do Jordão.

Data: Antes da de 15 de dezembro do ano 32

Método de trabalho: Continuamos com Lucas

Nota sobre o método: Somente Lucas registra este ensinamento particular

Viagem a Betânia

Lucas relata agora uma discussão com os depois da cura de dez leprosos.

O aspecto espiritual do reino

A pergunta dos fariseus

Comentários

Depois do relato da cura dos dez leprosos, Lucas registra uma pergunta dos : eles perguntam quando viria o reino de Deus. O autor prossegue assim sua análise do reino dos céus ou de Deus, duas expressões equivalentes neste contexto.

Il est essentiel de noter que les ne formulent pas leur question en disant « quand viendra », qui sous-entendrait une réalité à venir et certaine. Au contraire, ils utilisent « viendrait », au conditionnel, selon la traduction . Ce choix grammatical indique une éventuelle venue du Royaume, une perspective hypothétique plutôt qu’une certitude.

No entanto, o texto grego não tem esse sentido: a formulação original não contém condicional, mas exprime uma interrogação no presente, o que exclui a ideia de uma hipótese ou de uma incerteza quanto à vinda do Reino.

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Podemos, portanto, considerar um questionamento sincero, o que aparece como uma exceção no comportamento deles. De fato, procuravam antes de tudo colocar o Messias Jesus em falta diante do povo, a fim de destruir sua notoriedade. Esse acontecimento talvez remonte ao início do ministério do Messias Jesus, um período em que as relações com as autoridades religiosas ainda não estavam deterioradas. Neste caso específico, não há condicional.

É possível considerar que, neste contexto preciso, os expressam uma forma de questionamento sincero, o que constitui uma exceção notável em sua atitude habitual. Em geral, seu objetivo principal consistia em colocar o Messias Jesus em dificuldade diante da multidão, a fim de prejudicar sua reputação e sua influência. Essa tentativa de desacreditá-lo fazia parte de sua estratégia constante para preservar sua autoridade religiosa.

No entanto, esse episódio poderia remontar ao início do ministério do Messias Jesus, numa época em que as relações entre ele e as autoridades religiosas ainda não haviam chegado a um estágio de conflito aberto. Nesse contexto, parece que a pergunta deles não é motivada pela vontade de armar-lhe uma armadilha, mas decorre antes de uma atitude honesta e aberta. Convém também observar que, nesta situação precisa, o emprego do condicional não é pertinente: a pergunta feita exprime uma expectativa real, e não uma hipótese ou uma incerteza; é o que resulta do texto grego.

O Messias Jesus responde aos ressaltando que o reino de Deus, isto é, a salvação das almas, não sobrevém de maneira espetacular ou deslumbrante, mas se estabelece antes com discrição. Essa realidade discreta do reino implica que ele só é perceptível às pessoas favoravelmente dispostas para com o Messias Jesus, capazes de discernir seu impacto na vida dos indivíduos. Assim, a ausência de percepção desse reino entre os revela a falta de disposição interior deles para com o Messias Jesus.

Une interrogation s’impose alors quant à l’attente des concernant la manifestation du royaume. Si leur conception se limite à l’avènement d’un système politique renversant l’autorité romaine, ils commettent une erreur d’interprétation. Cette espérance d’un bouleversement politique était largement partagée par la population, mais le Messie Jésus n’a pas répondu à ce type d’aspirations. Par conséquent, selon cette analyse, les attendaient un royaume messianique visible, glorieux et politique, synonyme d’un renversement du pouvoir .

O Messias Jesus lhes responde que o Reino não vem com sinais exteriores espetaculares (meta paratērēseōs em grego, lit. «com observação»).

Ele lhes revela que o Reino já está aí, mas invisível aos olhos carnais.

Mas o que significa a expressão: no meio de vós para definir a presença do reino de Deus?

O grego diz: ἐντὸς ὑμῶν, que pode ser traduzido por «em vós» (interior, espiritual) ou por «no meio de vós» (presença encarnada do Messias Jesus entre eles).

A maioria dos comentaristas inclina-se por «no meio de vós», porque o Messias Jesus se dirige a que não creem nele; ele não fala, portanto, de um reino interior no coração deles.

Ele afirma antes que o Reino já está aí, encarnado em sua pessoa, manifestado por suas obras, mas não reconhecido.

O Reino de Deus é espiritual, presente, mas não espetacular. Esse acontecimento foi introduzido com a vinda do Messias Jesus, mas ainda não está completamente realizado; essa situação é comumente designada como a tensão entre o que já foi cumprido e o que resta a cumprir.

O reino de Deus é espiritual, presente mas não espetacular, e a Igreja será sua expressão visível na história.

Ele chama à fé e ao reconhecimento, e não à busca de sinais.

Referências complementares

Mateus 12.28 (Bíblia Livre) :
Mas se eu pelo Espírito de Deus expulso os demônios, logo o Reino de Deus já chegou sobre vos.

Romanos 14.17 (Bíblia Livre) :
porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas sim justiça, paz, e alegria no Espírito Santo.