No ano 63 a.C., o general romano Pompeu invadiu o território de Israel e tomou Jerusalém. Graças a Júlio César, o judaísmo tornou-se, no ano 45 a.C., uma religião legal.
Cinco anos depois, em 40 a.C., o imperador Augusto pôs fim à dinastia dos hasmoneus e nomeou Herodes, o Grande, um idumeu, portanto sem linhagem real, rei dos judeus.
Alguns anos depois da morte de Herodes, o Grande, no ano 6 d.C., Roma mudou o estatuto da Judeia, bem como da Samaria e da Iduameia (o Edom bíblico), transformando-as em províncias romanas colocadas sob a responsabilidade de procuradores romanos.
Os filhos do monarca Herodes foram promovidos pela autoridade romana a tetrarcas e governaram essas diversas províncias sob a égide dos procuradores.
Portanto, durante o ministério do Messias Jesus, um prefeito, Pôncio Pilatos, e um tetrarca, Herodes Antipas, dividiam o poder. Os dois homens se odiavam até o dia da condenação do Messias Jesus (Lucas 23.12).
Quarenta anos depois da crucificação do Messias Jesus, a insurreição dos judeus, iniciada no ano 66, foi sufocada; Tito destruiu o templo de Jerusalém no ano 70 e tudo terminou com a queda de Massada em 2 de maio do ano 73.
Outras revoltas se seguiriam até o ano 135.
No ano 130, o imperador Adriano mudou novamente o estatuto do país de Israel, criando uma nova colônia romana; o nome de Jerusalém foi substituído por Aelia Capitolina.
O Messias Jesus exerceu seu ministério em um território ocupado pelos romanos, com um governador designado por Roma.
Três homens dividiam, portanto, nesse momento da história, a direção do país de Israel:
Pôncio Pilatos, o prefeito romano, detinha todos os poderes, em particular sobre a Judeia.
Herodes Antipas reinava sobre a Galileia e a Pereia.
O sumo sacerdote Caifás, responsável pelas questões religiosas.