O artigo explora a evolução dos direitos dos homossexuais ao longo da história até hoje, com ênfase nas perspectivas europeias. Examina as leis, sua evolução na França e as diferentes posições das Igrejas cristãs a respeito da homossexualidade.
26 min
homossexualidadedireitos LGBTEuropaIgrejas cristãs
16 versículos
12 livros
As relações sexuais entre adultos do mesmo sexo foram por muito tempo desaprovadas e proibidas pelas normas sociais em vários países europeus. Embora a homossexualidade exista desde a Antiguidade, ela foi muitas vezes vista de forma negativa e, em muitos períodos, mantida em grande parte em segredo.
A Europa, no seu conjunto, conheceu nos últimos anos uma evolução significativa em matéria de direitos e de reconhecimento das pessoas homossexuais. Em alguns países, os homossexuais são presos e, por vezes, condenados à morte. Segundo os dados da ILGA World (International Lesbian, , Bisexual, Trans and Intersex Association), 12 países no mundo preveem a pena capital para as relações homossexuais entre adultos consentidores.
Oriente Médio: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Irã, Catar, Iêmen
África: Mauritânia, Nigéria (em alguns estados), Uganda, Somália
Ásia: Afeganistão, Paquistão, Brunei.
Cerca de 64 países no mundo ainda criminalizam a homossexualidade. As penas variam:
Multas ou prisão (ex.: Egito, Senegal, Bangladesh)
Prisão perpétua (ex.: Serra Leoa, Guiana)
Castigos corporais como chicotadas (ex.: Malásia)
Observa-se uma nítida disparidade na maneira como a homossexualidade é abordada no mundo. Este estudo concentra-se exclusivamente na análise do discurso bíblico relativo à homossexualidade. Examinará as passagens do Antigo Testamento, que representa a antiga aliança, bem como as do Novo Testamento, que corresponde à nova aliança. O estudo analisará também a posição adotada por diferentes Igrejas sobre o assunto.
A posição da França e da Europa
A homossexualidade na França e na Europa: panorama atual
A Europa, no seu conjunto, conheceu uma evolução significativa em matéria de direitos e de reconhecimento das pessoas homossexuais. Eis um panorama da situação, com foco na França:
A França é hoje um dos países mais avançados em matéria de direitos LGBT+, mas esse progresso é fruto de uma longa luta:
Evolução legal
1791: Descriminalização dos atos homossexuais durante a Revolução Francesa.
1982: Supressão das leis discriminatórias sobre a maioridade sexual (lei Badinter).
1999: Criação do PACS (Pacto Civil de Solidariedade).
2013: Adoção do casamento para todos, incluindo o direito à adoção.
2022: Proibição das terapias de conversão.
Direitos atuais na França
Casamento homossexual Autorizado desde 2013
Adoção homoparental Autorizada desde 2013
Doação de sangue Autorizada sem restrição desde 2022
Proteção contra a discriminação Sim, desde 1985
Mudança de gênero no registro civil Possível sem cirurgia desde 2016
(Fonte: Direitos LGBT na França, Wikipédia, Lumni, História dos direitos homossexuais)
Na Europa
A homossexualidade é legal em todos os países da União Europeia, mas os direitos variam muito:
Países onde o casamento homossexual é legal
Países Baixos, Bélgica, Espanha, Suécia, Portugal, França, Alemanha, Finlândia, Áustria, Eslovênia, Estônia, Grécia, etc.
Esses países também autorizam a adoção homoparental.
Países com restrições ou oposição
Polônia, Hungria, Bulgária, Eslováquia, Romênia, Lituânia: nenhum reconhecimento do casamento ou da união homossexual. Alguns chegaram a inscrever a proibição em sua Constituição.
A homossexualidade goza hoje de amplo reconhecimento na maior parte dos países europeus, especialmente na França. No entanto, subsistem algumas resistências, como a de prefeitos que se recusam a celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
O que as igrejas pensam dessa evolução da homossexualidade?
A posição das diferentes Igrejas sobre a homossexualidade varia muito conforme as tradições, as interpretações teológicas e as mudanças sociais. Eis uma visão geral das principais confissões cristãs:
Igreja católica
Doutrina oficial: Os atos homossexuais são considerados «intrinsecamente desordenados» e «contrários à lei natural», segundo o Catecismo. Não podem ser aprovados em caso algum.
Acolhimento das pessoas: As pessoas homossexuais devem ser tratadas «com respeito, compaixão e delicadeza».
Papa Francisco: Trouxe um matiz pastoral ao afirmar que «Deus ama todos os seus filhos como eles são» e que criminalizar a homossexualidade é injusto.
Igrejas protestantes
Igrejas históricas (ex.: Igreja Protestante Unida da França): Desde 2015, podem abençoar casais do mesmo sexo após o casamento civil, se a paróquia e o pastor estiverem de acordo.
Igrejas evangélicas: Frequentemente mais conservadoras, adotam uma leitura literal da Bíblia e rejeitam a homossexualidade. Algumas ainda apoiam as «terapias de conversão», embora amplamente desacreditadas e proibidas em vários países.
Igrejas ortodoxas
Posição tradicional: A homossexualidade é considerada um pecado. As relações homossexuais são rejeitadas, e o casamento homossexual não é reconhecido.
Diálogo limitado: Pouca abertura ao debate ou a uma evolução doutrinária, embora algumas vozes minoritárias peçam mais compaixão.
Outras confissões cristãs
Anglicanos: Muito divididos. A Igreja da Inglaterra autoriza bênçãos a casais homossexuais, mas não o casamento religioso. Alguns ramos anglicanos (como nos Estados Unidos ou no Canadá) são mais inclusivos.
Unitarianos, quakers, : Esses grupos cristãos progressistas celebram plenamente os casamentos homossexuais e militam pela igualdade de direitos.
Quisemos traçar rapidamente um panorama da situação e lembrar as diferentes posições das Igrejas antes de analisar os textos bíblicos. No entanto, convém examinar primeiro a posição do Islã, uma religião cuja presença crescente desperta um interesse particular em nossas sociedades ocidentais.
A posição do Islã
A perspectiva do Islã sobre a homossexualidade é geralmente considerada conservadora, baseada em interpretações clássicas do Alcorão e da jurisprudência islâmica. Os principais elementos são apresentados a seguir:
Fundamentos escriturísticos
O Alcorão não fala explicitamente de homossexualidade, mas a história do povo de Lut (Ló) é frequentemente interpretada como uma condenação das relações homossexuais:
Essa história é usada para justificar a proibição religiosa e moral da homossexualidade no Islã clássico.
Posição das escolas jurídicas
Todas as escolas de jurisprudência islâmica (hanafita, malikita, shafiita, hanbalita) consideram a homossexualidade ilícita.
Em alguns países que aplicam a sharia, os atos homossexuais podem ser punidos severamente, chegando à pena de morte (por ou enforcamento).
Abordagens contemporâneas
Uma minoria de pensadores muçulmanos progressistas propõe uma leitura queer do Islã, reinterpretando os textos para torná-los mais inclusivos.
A palavra «queer» vem do inglês e significa originalmente «estranho», «esquisito» ou «incomum». Historicamente usada como insulto homofóbico, foi reapropriada pela comunidade + a partir da década de 1980 como um termo inclusivo e reivindicativo. Ser queer é viver a própria vida fora das caixas impostas pela sociedade, celebrando a pluralidade das identidades e das expressões. É tanto uma identidade pessoal quanto um ato de resistência.
Alguns ressaltam que o Islã é uma religião em movimento, capaz de evoluir segundo os contextos sociais e históricos.
Situação nos países muçulmanos
Na maioria dos países de população muçulmana, a homossexualidade é ilegal e frequentemente criminalizada.
As pessoas + muçulmanas vivem muitas vezes na clandestinidade ou sofrem severas discriminações.
O que diz a BÍBLIA?
A Bíblia trata da homossexualidade em diferentes passagens, em particular em certos textos do Antigo Testamento e nas cartas atribuídas a Paulo no Novo Testamento. Eis algumas das passagens frequentemente mencionadas no Antigo Testamento:
22 Não te deitarás com um homem como se deita com uma mulher: é uma prática abominável.
23 Não te deitarás com um animal para te contaminares com ele; a mulher também não se aproximará de um animal para se prostituir com ele: é uma prática abominável.
(Tradução Louis Segond )
A passagem seguinte do Levítico apresenta as sanções previstas para os que infringem essa lei.
13 » Se um homem se deitar com um homem como se deita com uma mulher, ambos cometem um ato abominável. Serão punidos com a morte, o seu sangue cairá sobre eles.
14 Se um homem se casar com a filha e com a mãe, é um crime. Serão queimados no fogo, elas e ele, para que esse crime não exista no meio de vocês.
15 » Se um homem se deitar com um animal, será punido com a morte, e vocês matarão o animal.
16 Se uma mulher se aproximar de um animal para se prostituir com ele, você matará a mulher e o animal. Serão mortos, o seu sangue cairá sobre eles.
(Tradução Louis Segond )
O livro de Gênesis apresenta também um relato significativo, situado cronologicamente antes da promulgação da lei de Moisés.
Gênesis 19.1-29 (a história de Sodoma e Gomorra): Os habitantes querem «conhecer» os hóspedes de Ló, o que é interpretado como uma tentativa de estupro homossexual. Esse relato é frequentemente visto como uma condenação da homossexualidade, embora alguns exegetas modernos vejam nele antes uma denúncia da falta de hospitalidade e da violência.
Há outro exemplo no livro de Juízes 19.22
Ao ler essas passagens, apesar das tentativas de alguns comentaristas de atenuar sua severidade, a mensagem dos textos bíblicos permanece inequívoca: a homossexualidade é ali descrita como uma prática abominável, passível de pena de morte.
Existem diferenças notáveis entre as leis aplicadas na sociedade judaica e as em vigor nos países europeus. Essas leis têm origem em textos atribuídos a Moisés e considerados, segundo a tradição, inspirados por uma vontade divina. O objetivo é analisar essas prescrições em seu contexto inicial, em vez de se concentrar nas interpretações ou aplicações posteriores estabelecidas pelo povo.
Parece que as relações entre mulheres não são mencionadas explicitamente da mesma maneira que as relações entre homens. Esse vazio textual pode ser interpretado de diversas formas: alguns veem nele uma ausência explícita de condenação, enquanto outros consideram que ele reflete as normas patriarcais da época, caracterizadas por menor vigilância ou por documentação limitada da sexualidade feminina. Convém notar que nenhuma referência às relações homossexuais femininas está presente no Antigo Testamento.
O que diz o Messias Jesus sobre esse tema?
Os Evangelhos não relatam nenhum ensino direto do Messias Jesus sobre as relações homossexuais. Ele não as condena, mas também não as aprova explicitamente.
O Messias Jesus insiste no amor ao próximo, na compaixão, no perdão e no acolhimento dos excluídos. Muitos crentes interpretam isso como um convite a não rejeitar as pessoas homossexuais, mas a amá-las como filhos de Deus.
Interpretações cristãs
Algumas correntes conservadoras entendem que Jesus, ao respeitar a lei judaica, teria desaprovado implicitamente a homossexualidade.
Outras, mais progressistas, ressaltam que Jesus muitas vezes desafiou as normas religiosas de seu tempo para defender os marginalizados, e que seu silêncio sobre a homossexualidade pode ser visto como uma abertura à inclusão.
Exemplo de interpretação moderna
«Jesus ama os homossexuais, mas não ama a homossexualidade e não quer que essas pessoas permaneçam nela para sempre. Ele deseja que se arrependam e sejam acolhidas com respeito e compaixão.».
«As pessoas com tendências homossexuais são filhos de Deus. Deus as ama. Condenar uma pessoa assim é um pecado.»
Não há, portanto, nenhuma alusão à homossexualidade nas palavras do Messias Jesus. Ele também não aborda o problema da escravidão, o que não significa implicitamente que a aprove. Mesmo que comentaristas da Bíblia, sob o pretexto do amor ao próximo, cheguem a considerar a homossexualidade aceitável, não deixa de ser verdade que essa posição não se apoia em nada de concreto; o Messias Jesus amava todos os homens, mas condena firmemente os (Lucas 11.43-44).
Parece-nos, portanto, enganoso, sob o pretexto do amor ao próximo, fazer o Messias Jesus dizer palavras contrárias à vontade de seu Pai (João 12.49-50).
Como a Nova Aliança encara a homossexualidade?
O Novo Testamento expõe os princípios que regem a Igreja no contexto da Nova Aliança, destacando os ensinos do Messias Jesus.
O apóstolo Paulo, por meio de suas treze cartas, ou catorze se incluirmos a epístola aos Hebreus, estabeleceu os principais princípios destinados a orientar a comunidade cristã. Pode ser, portanto, pertinente examinar sua posição a respeito da homossexualidade.
O Novo Testamento menciona a homossexualidade em três passagens atribuídas ao apóstolo Paulo. Esses textos incluem a homossexualidade entre outros comportamentos considerados no contexto de reflexões sobre a vontade divina.
26 Por essa razão Deus os entregou a paixões desonrosas: suas mulheres trocaram as relações sexuais naturais por relações contra a natureza;
27 da mesma forma, os homens abandonaram as relações naturais com a mulher e se inflamaram em desejos uns pelos outros; cometeram homens com homens atos vergonhosos e receberam em si mesmos o salário que merecia o seu desvio.
(Tradução Louis Segond )
Parece que o apóstolo Paulo reitera os principais princípios da lei mosaica sobre a homossexualidade e cuida de incluir explicitamente as mulheres nessa abordagem.
9 Vocês não sabem que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não se enganem: nem os que vivem em imoralidade sexual, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os homossexuais,
10 nem os ladrões, nem os ambiciosos, nem os bêbados, nem os caluniadores, nem os exploradores herdarão o reino de Deus.
11 E é isso que alguns de vocês eram. Mas vocês foram lavados, mas foram santificados, mas foram declarados justos em nome do Senhor Jesus [Cristo] e pelo Espírito do nosso Deus.
(Tradução Louis Segond )
O apóstolo Paulo precisa seu pensamento sobre a homossexualidade e afirma claramente que os homossexuais não entrarão no reino de Deus. Esse texto, que pode parecer brutal, tem pelo menos o mérito de ser claro. Parece, portanto, difícil conciliar essas palavras com a aceitação da homossexualidade na Igreja.
8 Sabemos que a lei é boa, desde que se faça dela um uso legítimo,
9 sabendo bem que ela não foi feita para os justos, mas para os malfeitores e rebeldes, os ímpios e pecadores, os sacrílegos e profanos, os que matam pai e mãe, os homicidas,
10 os que vivem em imoralidade sexual, os homossexuais, os traficantes de escravos, os mentirosos, os perjuros e tudo o que é contrário à sã doutrina.
11 Isso está de acordo com o glorioso Evangelho do Deus bendito, tal como me foi confiado.
(Tradução Louis Segond )
Ele recordará os princípios da lei a Timóteo, seu filho espiritual.
Ces versets sont souvent interprétés comme une critique des pratiques homosexuelles dans le contexte gréco- de l’époque.
Interpretações contemporâneas
Certas leituras modernas questionam a aplicação direta desses textos à homossexualidade tal como é entendida hoje. Elas ressaltam:
O contexto cultural antigo, em que as relações homossexuais estavam muitas vezes ligadas à dominação ou à exploração.
A ausência de reconhecimento das orientações sexuais como identidades pessoais no mundo bíblico.
Citamos uma certa posição moderna no seio da Igreja para mostrar toda a dificuldade de integrar a homossexualidade na Igreja, ou mesmo de não a condenar, diante dos escritos do apóstolo Paulo. A única solução para conseguir isso seria reescrever a Bíblia ou suprimir essas passagens (Apocalipse 22.19).
Como proceder diante da homossexualidade?
Segundo o ensino bíblico, com exceção do pecado contra o Espírito Santo, nenhuma situação é irreversível diante de Deus. Esse princípio se aplica a todas as formas de vício e se estende também à homossexualidade, considerada na Bíblia um pecado grave.
A escolha a fazer se apresenta de maneira clara: ou o indivíduo renuncia aos seus comportamentos condenáveis e torna-se assim apto a entrar no reino de Deus, ou persevera em suas ações e, em consequência, não entrará. O perdão divino, essencial para a salvação, decorre necessariamente do arrependimento, que implica o abandono efetivo das faltas passadas.
Convém também notar que, segundo certas referências bíblicas (1 João 1.9, Romanos 8.37, Gálatas 5.16, Hebreus 4.12), a ajuda divina é considerada essencial no processo de tomada de decisão.
A graça de Deus, manifestada na pessoa do Messias Jesus, não significa que o homem seja livre para fazer tudo, mas, ao contrário, traz uma solução para que o homem reencontre sua posição de santidade diante de Deus.
Vimos que não era possível fazer evoluir a posição da Igreja sem reescrever a Bíblia, o que seria uma loucura. No entanto, parece importante tomar distância dos que estigmatizam essas pessoas homossexuais. A mensagem bíblica incentiva a ter compaixão e a não julgar o próximo. Pensamos no exemplo daquela mulher apanhada em flagrante adultério e nas palavras do Messias Jesus: «Eu também não te condeno: vai, e não peques mais.» (João 8.11).
Conclusão
Na França, a inscrição «Fumar mata» acompanha todos os maços de cigarro, e no entanto muitos persistem em fumar. Quando as consequências nocivas se manifestarem, não poderão mais alegar que ignoravam o risco corrido.
Os avisos da Bíblia, que condicionam o acesso do homem ao reino de Deus, são igualmente claros e amplamente conhecidos. Tentar contorná-los ou atenuá-los não muda nada. Mesmo que alguns pregassem um evangelho mais permissivo, acompanhado de uma Bíblia remodelada, isso não faria vacilar a posição de Deus (Gálatas 1.8).
O essencial, segundo nossa análise, é tomar consciência dos fatos e fazer uma escolha com pleno conhecimento de causa, tendo em mente que essa decisão trará repercussões para a vida eterna.
9 Jovem, alegra-te na tua adolescência, entrega o teu coração à alegria durante a tua juventude, anda segundo os caminhos do teu coração e o que veem os teus olhos! Contudo, sabe que, por tudo isso, Deus te chamará a juízo.
(Tradução Louis Segond )
24 Miserável homem que eu sou! Quem me libertará deste corpo de morte?
25Dou graças a Deus: é possível por Jesus Cristo, nosso Senhor.
(Tradução Louis Segond )
Segundo o ensino bíblico, uma pessoa envolvida numa prática homossexual e que deseja a salvação da sua alma é convidada a renunciar a esses atos e a buscar o socorro de Deus na oração. Pois, como diz Jesus:
«Tudo é possível ao que crê» (Marcos 9.23).
É importante lembrar que, nessa perspectiva, Deus nunca pede ao ser humano o que ele é incapaz de fazer. Ele conhece profundamente suas fragilidades, suas lutas, e oferece sua ajuda àqueles que escolhem andar segundo a sua vontade (Lucas 18.27, 1 Coríntios 10.13, Salmos 103.14, Filipenses 2.13). Assim, a transformação não é fruto de um esforço solitário, mas resultado de uma fé viva e de um apoio divino.
Um título, um personagem, um lugar, uma referência («Lucas 15»)…
Referência bíblica
INF136
Nota informativa
INF136 - Signification du sigle LGBTQ+
Signification du sigle LGBTQ+
Le terme LGBTQ+ est un acronyme qui représente une diversité d’identités de genre et d’orientations sexuelles. Voici ce que chaque lettre signifie :
L = Lesbienne (Femme attirée par les femmes)
G = Gay (Homme attiré par les hommes, parfois utilisé plus largement pour désigner toute personne homosexuelle)
B = Bisexuel·le (Personne attirée par plus d’un genre)
T = Transgenre (Personne dont l’identité de genre ne correspond pas au sexe assigné à la naissance)
Q = Queer / Questioning est un terme inclusif pour désigner les identités non conformes aux normes traditionnelles, ou une personne en questionnement
+ = Plus il représente toutes les autres identités : intersexe, asexuel·le, pansexuel·le, non-binaire, etc.
Ce sigle évolue avec le temps pour mieux refléter la diversité des expériences humaines. Il est souvent étendu à LGBTQIA+, où :
I = Intersexe et A = Asexuel·le ou Aromantique
INF135
Nota informativa
INF135 - Signification du terme « gay »
Signification du terme « gay »
Le terme "gay" a une histoire linguistique et culturelle fascinante :
Origine étymologique
Le mot "gay" vient de l’ancien français "gai", lui-même issu de l’occitan gai et probablement d’origine germanique.
À l’origine, il signifiait joyeux, insouciant, pétulant. On le retrouve dans des expressions comme gai savoir (lou gai sabé), qui désignait le plaisir d’apprendre chez les troubadours.
Évolution du sens
XVIIe–XIXe siècles : en anglais, "gay" commence à désigner une vie dissolue ou liée à la prostitution. On parlait de gay life pour une vie de plaisirs non conformes aux normes morales.
Années 1920–1930 : aux États-Unis, "gay" est utilisé dans les milieux homosexuels pour exprimer une forme de liberté, d’exubérance ou d’insouciance.
Années 1940–1970 : le mot devient un nom commun pour désigner les hommes homosexuels, notamment après les émeutes de Stonewall en 1969, qui marquent un tournant dans la lutte pour les droits LGBTQ+.
Anecdote culturelle : le film L’Impossible Monsieur Bébé (1938) est considéré comme le premier à utiliser le mot "gay" en référence à l’homosexualité, dans une scène humoristique avec Cary Grant.
INF082
Nota informativa
INF082 - A Bíblia Segond 21 (S21)
A Bible Segond 21 (S21)
A Segond 21. Eis algumas informações-chave sobre essa versão:
Contexto e objetivos
Data de publicação: 2007 Modernização: A Segond 21 busca modernizar a linguagem da tradução de Louis Segond, mantendo grande fidelidade aos textos originais hebraicos e gregos. Clareza e acessibilidade: A ênfase está na clareza e na acessibilidade do texto para os leitores de hoje.
Principais características
Fidelidade aos textos originais: A Segond 21 se apoia nos manuscritos antigos mais confiáveis para garantir uma tradução precisa e fiel. Revisão linguística: A linguagem foi revisada para refletir melhor os usos modernos da língua francesa, conservando a riqueza e a profundidade do texto bíblico. Notas e referências: A versão costuma incluir notas explicativas e referências para ajudar na compreensão e no estudo das Escrituras.
Importância
Uso amplo: A Segond 21 é amplamente usada nos meios protestantes francófonos, sobretudo para os estudos bíblicos e a leitura pessoal. Acessibilidade: graças à sua linguagem modernizada, é acessível a um público mais amplo, incluindo as novas gerações de leitores.
A Segond 21 foi realizada por uma equipe multidisciplinar de tradutores, linguistas e teólogos e exigiu cerca de 12 anos de trabalho.
Essas revisões mostram a evolução da tradução de Louis Segond para se adaptar às mudanças linguísticas e às necessidades dos leitores ao longo do tempo.
INF138
Nota informativa
INF138 - Les églises inclusives
Les églises inclusives
Les Églises inclusives sont des communautés chrétiennes qui s’engagent à accueillir toutes les personnes, sans distinction d’orientation sexuelle, d’identité de genre, de statut social, de handicap ou d’origine. Leur approche repose sur une théologie de l’accueil radical, centrée sur l’amour inconditionnel de Dieu.
Principes des Églises inclusives
Accueil total des personnes LGBTQIA+ : elles peuvent participer pleinement à la vie de l’Église, y compris en tant que ministres ou responsables.
Bénédiction et célébration des mariages homosexuels.
Langage liturgique non genré et pratiques adaptées aux personnes en situation de handicap.
Engagement social pour les droits humains, la justice et la dignité de toutes les personnes.
Exemples d’Églises inclusives
Communauté du Christ Libérateur : groupe chrétien LGBTQIA+ qui propose des célébrations et des temps de prière ouverts à tous.
Église métropolitaine communautaire (MCC) : fondée spécifiquement pour les personnes LGBTQ+, présente dans plusieurs pays.
Certaines paroisses anglicanes, protestantes ou catholiques qui pratiquent une pastorale inclusive, comme à Strasbourg ou Paris.
Toutefois, ces mouvements demeurent très marginaux et ne représentent pas l’état d’esprit des églises traditionnelles.
INF002
Nota informativa
INF002 - Les pharisiens
Os fariseus
Les Pharisiens étaient un groupe religieux et social important dans le judaïsme antique, particulièrement pendant la période du Second Temple. Voici quelques points clés à leur sujet :
Origines et Histoire
Origines : Les Pharisiens ont émergé comme un groupe distinct après la révolte des Maccabées, vers 165-160 av. J.-C. Ils étaient souvent considérés comme les descendants spirituels des Hasidéens.
Période : Ils ont prospéré jusqu'à la destruction du Second Temple en 70 ap. J.-C. Après cette date, leurs enseignements ont formé la base de ce qui est devenu le judaïsme rabbinique.
Croyances et Pratiques
Textes Sacrés : Contrairement aux Sadducéens, qui se concentraient uniquement sur la loi écrite (le Pentateuque), les Pharisiens croyaient en une loi écrite et une loi orale (la Torah orale). Résurrection : Les Pharisiens croyaient en la résurrection des morts et en l'immortalité de l'âme. Rites et Lois : Ils insistaient sur l'importance des traditions orales et des interprétations adaptées aux circonstances contemporaines.
Influence et Héritage Influence : Les Pharisiens ont eu une grande influence sur la liturgie et la pratique religieuse juive. Leurs enseignements ont été incorporés dans la Mishna, une compilation de la tradition orale juive, vers 200 ap. J.-C. Héritage : Après la destruction du Second Temple, les enseignements des Pharisiens ont formé la base du judaïsme rabbinique, qui continue d'influencer le judaïsme moderne.
Les Pharisiens sont souvent mentionnés dans le Nouveau Testament, notamment dans les Évangiles et les Actes des Apôtres, où ils sont souvent en conflit avec Jésus et les autres figures religieuses de l'époque.
Les Pharisiens dans la Bible
Ils constituent le groupe le plus représentatif du judaïsme. Ses membres, originaires du peuple, s’opposent aux compromis, avec l’envahisseur Romain, mais aussi avec l’hellénisme. Nous les voyons plus proches de la population que les sadducéens.
Ils sont cités à cent trois reprises dans le Nouveau Testament, quatre vint treize fois dans les Évangiles, neuf fois dans les Actes des apôtres et une fois dans l’épître aux Philippiens.
Leurs rapports avec le Messie Jésus apparaissent fréquemment tendus, conflictuels. Il les reprendra à certains moments avec des termes violents, comme, « malheur à vous », « hypocrites » ce qui démontre bien cette opposition. Ils n’ont pas accès aux postes de hautes responsabilités, contrôlés par les Romains, et donc réservés aux sadducéens sympathisants, mais forment le groupe le plus important du Sanhédrin.
Ils se considèrent comme les grands défenseurs de la loi de Moïse qu’ils commentent. Leur interprétation devient la règle à suivre pour le peuple. Le Messie Jésus condamnera ces dérives à diverses occasions (Mateus 23.13-29).
Ils sont souvent en désaccord avec leurs collègues sadducéens sur des points de doctrine tels que la vie éternelle ou les anges. Ils ont ajouté à la Loi écrite de Moïse, des principes oraux, qui leur permettent de contourner ses prescriptions. Jésus ne manquera pas de le signaler (Mateus 23.23).
Nicodème et Joseph d’Arimathée appartenaient à ce groupe politico-religieux ce qui ne les a pas empêchés de se convertir au christianisme.
INF373
Nota informativa
INF373 - A lapidação
A lapidação
A lapidação de Estêvão (Atos 7.57-60) é o primeiro martírio cristão relatado em detalhe nos Atos dos Apóstolos. Esse episódio levanta várias questões históricas e jurídicas.
1- Uma execução fora da cidade
Lucas especifica que Estêvão foi arrastado para fora da cidade antes de ser apedrejado (Atos 7.58). Esse detalhe corresponde à prática judaica tradicional, segundo a qual as execuções deviam ocorrer fora do acampamento ou da cidade (Levítico 24.14 ; Números 15.35-36).
Essa saída de Jerusalém lembra também a morte de Jesus, crucificado fora das muralhas (Hebreus 13.12).
2- Como se desenrolava uma lapidação?
La littérature rabbinique postérieure, notamment la Mishna (traité Sanhédrin), décrit une procédure relativement codifiée :
O condenado era conduzido para fora da cidade.
Era lançado de uma grande altura.
Se a queda não causava a morte, uma primeira testemunha jogava uma grande pedra sobre o seu peito.
Se a vítima ainda sobrevivia, a assembleia participava da lapidação.
No entanto, não é certo que esse procedimento tenha sido seguido no caso de Estêvão. O relato de Lucas dá antes a impressão de uma execução precipitada, sob o efeito da ira.
3- O papel das testemunhas
Lucas especifica:
«As testemunhas depuseram as suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo» (Atos 7.58).
Esse detalhe é particularmente interessante. Segundo a Lei, eram as testemunhas que deviam ser as primeiras a executar a sentença (Deuteronômio 17.6-7). A responsabilidade delas ficava assim comprometida.
Depor as vestes permitia provavelmente maior liberdade de movimento para lançar as pedras.
4- Saulo de Tarso aparece pela primeira vez
O jovem Saulo, futuro apóstolo Paulo, aprovava essa execução (Atos 8.1). Parece não ter participado diretamente da lapidação, mas foi pelo menos testemunha favorável.
Essa primeira aparição de Saulo é carregada de significado. Aquele que assiste à morte do primeiro mártir se tornará mais tarde o grande missionário das nações.
5- Uma cena que lembra a morte de Jesus
Lucas estabelece deliberadamente vários paralelos entre Jesus e Estêvão:
Jesus
Estêvão
Entrega o seu espírito ao Pai (Lucas 23.46)
Entrega o seu espírito ao Senhor Jesus (Atos 7.59)
Perdoa os seus algozes (Lucas 23.34)
Ora pelos seus assassinos (Atos 7.60)
Morre fora da cidade
Morre fora da cidade
Condenado injustamente
Morto injustamente
Estêvão aparece assim como o primeiro discípulo que imita seu Mestre até na morte.
6- Uma execução legal ou um linchamento?
Esta é uma das grandes questões históricas.
Lucas não menciona:
nenhuma deliberação final;
nenhuma sentença oficial;
nenhuma autorização romana.
La violence soudaine des membres du Sanhédrin après la vision d'Étienne (Atos 7.55-57) suggère davantage une exécution sommaire ou un lynchage collectif qu'une condamnation régulière.
7- Uma morte que marca uma virada
Paradoxalmente, a morte de Estêvão não põe fim ao avanço do Evangelho.
Pelo contrário, a perseguição que se segue provoca a dispersão dos crentes para fora de Jerusalém (Atos 8.1-4). Assim começa o cumprimento concreto do programa anunciado por Jesus em Atos 1.8:
Jerusalém (Atos 1–7);
Judeia e Samaria (Atos 8–12);
até os confins da terra (Atos 13–28).
8- Uma última observação
A lapidação de Estêvão constitui a demonstração trágica do seu discurso. Ele acabara de acusar seus contemporâneos de reproduzir as faltas de seus antepassados ao rejeitarem os enviados de Deus (Atos 7.51-53). Ao matá-lo poucos instantes depois, seus adversários confirmam involuntariamente a veracidade de suas palavras. O próprio acontecimento torna-se assim a conclusão viva de sua acusação.
INF004
Nota informativa
INF004 - Les romains
Os romanos
En l’an -63 av. J.-C. le général romain Pompée, envahi le territoire d’Israël et prend Jérusalem. Le judaïsme grâce à Jule César devient en l’an -45 av. J.-C. une religion légale.
Cinq ans plus tard, en -40 av. J.-C. L’empereur Auguste met un terme à la dynastie hasmonéenne et nomme Hérode le Grand, un Iduméen, donc, pas de lignée royale, roi des Juifs.
Quelques années, après la mort d’Hérode le Grand, en l’an 6, Rome change le statut de la Judée ainsi que de la Samarie et de l’Idumée (l’Edom biblique) pour le transformer en provinces romaines placées sous la responsabilité de procurateurs romains.
Les fils du monarque Hérode seront promus par l’autorité romaine, tétrarques, et gouverneront ces différentes provinces sous l’égide de ces procurateurs.
Nous sommes par conséquent, pendant le ministère du Messie Jésus avec un préfet, Ponce Pilate et un tétrarque, Hérode Antipas qui se partagent le pouvoir. Les deux hommes se haïssent jusqu’au jour de la condamnation du Messie Jésus (Lucas 23.12).
Quarante ans après la crucifixion du Messie Jésus, l’insurrection des Juifs, commencée en 66, est jugulée, Titus détruit le temple de Jérusalem en l’an 70 et tout se termine avec la chute de Massada le 2 mai 73.
D’autres révoltes suivront jusqu’en 135.
En 130, l’empereur Hadrien change de nouveau le statut du pays d’Israël, en créant une nouvelle colonie romaine, le nom de Jérusalem est remplacé par Aelia Capitolina.
Le Messie Jésus exercera son ministère dans un territoire occupé par les Romains, avec un gouverneur désigné par Rome.
Trois hommes se partagent donc à ce moment de l’histoire, la direction du pays d’Israël :
Ponce Pilate, le préfet romain, il détient tous les pouvoirs en particulier sur la Judée.
Hérode Antipas, règne sur la Galilée et la Pérée.
Le Souverain Sacrificateur, Caïphe, responsable des problèmes religieux.