Esse acontecimento situa-se depois da celebração da , que transcorreu de quarta-feira, 15 de dezembro, a quarta-feira, 22 de dezembro. O grupo faz então o caminho de volta, provavelmente na quinta-feira, 23 de dezembro do ano 32. Essa bênção das crianças de que se trata ocorre, no mínimo, na sexta-feira, 24 de dezembro, mas é possível que tenha acontecido mais tarde.
O Messias Jesus abençoa as criancinhas
O artigo examina como Jesus abençoa as crianças, em Betânia, depois da festa da Dedicação. Esse acontecimento é descrito nos evangelhos sinóticos e ilustra a importância das crianças no Reino de Deus, apesar das reticências dos discípulos.
Consulta
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Textos bíblicos
Então lhe trouxeram crianças, para que pusesse as mãos sobre elas e orasse, mas os discípulos os repreendiam.
Mas Jesus disse: Deixai as crianças, e não as impeçais de vir a mim, porque delas é o Reino dos céus.
Ele pôs as mãos sobre elas, e depois partiu-se dali.
E lhe traziam crianças para que ele as tocasse, mas os discípulos repreendiam aos que as traziam.
Porém Jesus, vendo, indignou-se, e lhe disse: Deixai vir as crianças a mim, e não as impeçais; porque delas é o Reino de Deus.
Em verdade vos digo, que qualquer um que não receber o Reino de Deus como criança, em maneira nenhuma nele entrará.
Então, tomando-as entre seus braços, e pondo as mãos sobre elas, ele as abençoou.
E traziam-lhe também crianças pequenas, para que as tocasse; e os discípulos, vendo, os repreendiam.
Mas Jesus, chamando-lhes para si, disse: Deixai as crianças virem a mim, e não as impeçais; porque das tais é o Reino de Deus.
Em verdade vos digo, que qualquer que não receber o Reino de Deus como criança, não entrará nele.
Detalhes técnicos
Local: Betânia, além do Jordão
Data: Depois da de 15 de dezembro a 23 de dezembro do ano 32
Método: Continuamos com Marcos
Nota sobre o modo de proceder: Mateus e Lucas confirmam as palavras de Marcos
Ao término de sua conversa com os sobre o divórcio, Jesus abençoa as crianças que o povo havia trazido.
Cronologia
Comentários
Nos três relatos, algumas pessoas trazem crianças muito pequenas ao Messias Jesus para que ele imponha as mãos sobre elas e as abençoe. O gesto é simples, mas tem uma forte carga simbólica: reconhece-se em Jesus o Messias, alguém cuja presença traz vida, proteção e o favor de Deus. No entanto, os discípulos reagem com veemência e procuram afastar os que se aproximam. A atitude deles mostra que ainda não compreenderam a lógica do Reino: pensam proteger o Messias Jesus, quando impedem justamente aquilo que ele quer fazer.
O Messias Jesus intervém então com uma autoridade suave, mas firme. Pede que as crianças sejam deixadas livres para vir a ele e declara que o Reino de Deus pertence aos que se parecem com elas. Em Marcos e Lucas, ele insiste na maneira de receber o Reino: é preciso acolhê-lo como uma criança, isto é, com confiança, disponibilidade e sem pretensão. A criança não traz nada, não reivindica nada, não se julga digna nem indigna; simplesmente recebe. O Messias Jesus faz dessa atitude a própria condição para entrar no Reino.
Marcos acrescenta um detalhe comovente: o Messias Jesus toma as crianças nos braços antes de abençoá-las. Esse gesto ressalta a ternura do Messias Jesus e o valor que Deus dá àqueles que a sociedade considera insignificantes. Mateus, por sua vez, enfatiza mais a proibição de impedi-las: é preciso deixar as crianças virem, pois a presença delas revela algo do próprio coração de Deus.
Nos três evangelhos, a cena torna-se assim uma lição viva. O Messias Jesus não se contenta em abençoar crianças; ele inverte os critérios habituais de grandeza e lembra que o Reino não é conquistado pela força, pelo conhecimento ou pelo mérito, mas recebido na simplicidade e na confiança. As crianças tornam-se a própria imagem do discípulo autêntico, aquele que se deixa acolher por Deus antes de pretender realizar o que quer que seja por ele.