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O Messias Jesus é o bom pastor

O artigo examina como Jesus se apresenta como o bom pastor em João 10. Ele é o guia espiritual autêntico, em contraste com os falsos guias. Jesus anuncia uma salvação universal e convida cada um a ouvir a sua voz para encontrar a vida espiritual.

4 min Jesus pastor salvação guia espiritual falsos guias 1 versículo 1 livro

Consulta

Textos bíblicos

Mateus
Mateus (Bíblia Livre) não citado no livro
Marcos
Marcos (Bíblia Livre) não citado no livro
Lucas
Lucas (Bíblia Livre) não citado no livro
João
João 10.1-21 (Bíblia Livre)

Em verdade, em verdade vos digo, que aquele que no curral das ovelhas não entra pela porta, mas sobe por outra parte, é ladrão, e assaltante.Notedar vista aos cegos Lit. abrir os olhos dos cegos

Mas aquele que entra pela porta é o pastor de ovelhas.

A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem sua voz, e a suas ovelhas chama nome por nome, e as leva fora.

E quando tira fora suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem sua voz.

Mas ao estranho em maneira nenhuma seguirão, ao invés disso dele fugirão; porque não conhecem a voz dos estranhos.

Esta parábola Jesus lhes disse; porém eles não entenderam que era o que lhes falava.

Voltou pois Jesus a lhes dizer: Em verdade, em verdade vos digo, que sou a porta das ovelhas.

Todos quantos vieram antes de mim, são ladrões e assaltantes; mas as ovelhas não os ouviram.

Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, será salvo; e entrará, e sairá, e achará pasto.

O ladrão não vem, senão para roubar, matar, e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância.

Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá sua vida pelas ovelhas.

Mas o contratado a dinheiro, e que não é o pastor, a quem as ovelhas não pertencem, vê o lobo vir, deixa as ovelhas, e foge; o lobo as captura, e dispersa as ovelhas.

E o contratado foge, porque é contratado, e não tem cuidado das ovelhas.

Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas, e pelas minhas sou conhecido.

Como o Pai me conhece, assim também também eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas.

Ainda tenho outras ovelhas que não são deste curral; a estas também me convém trazer, e ouvirão minha voz, e haverá um rebanho, e um pastor.

Por isso o Pai me ama, porque dou a minha vida para tomá-la de volta.

Ninguém a tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e tenho poder para tomá-la de volta. Este mandamento recebi de meu Pai.

Voltou, pois, a haver divisão entre os judeus, por causa dessas palavras.

E muitos deles diziam: Ele tem demônio, e está fora de si; para que o ouvis?

Outros diziam: Estas palavras não são de um endemoninhado; por acaso pode um demônio dar vista aos cegos?

Detalhes técnicos

Ano 32

Local: Jerusalém, na Judeia

Data: de 15 de dezembro a 23 de dezembro do ano 32

Método: Passamos agora a João

Nota sobre o método: João é o único a relatar a cura desse homem

Viagem a Betânia

João relata um ensinamento do Mestre sobre o bom pastor.

Comentários

Nesta passagem, o Messias Jesus apresenta-se como o único verdadeiro guia espiritual, aquele cuja voz as ovelhas reconhecem espontaneamente porque ele as conhece intimamente e chama cada uma pelo nome. Ele não força ninguém, conduz. Caminha à frente do seu rebanho, e os que lhe pertencem o seguem porque discernem na sua voz uma autoridade mesclada de suavidade, uma verdade que ilumina e tranquiliza. Em contrapartida, os falsos guias são comparados a ladrões ou a mercenários: não buscam nem o bem das ovelhas nem a glória de Deus, mas a sua própria vantagem. Assim que o perigo se aproxima, abandonam o rebanho, revelando que nunca tiveram o coração de um pastor.

O Messias Jesus, por sua vez, é ao mesmo tempo a porta que dá acesso à salvação e o bom pastor que oferece a sua vida voluntariamente pelas suas ovelhas. Ele não sofre a morte: dá-a. Não protege apenas o seu povo, coloca-se no lugar dele. Anuncia também que tem outras ovelhas, além de Israel, que reunirá para formar um só povo sob um só pastor. Esta palavra abre desde já a perspectiva de uma salvação universal, de uma humanidade reunificada em torno dele.

As suas palavras provocam uma reação contrastante. Alguns o rejeitam com violência, tratando-o de louco ou de endemoninhado, incapazes de aceitar que um homem possa falar com tanta segurança e tanta compaixão. Outros, ao contrário, reconhecem que ninguém que se oponha a Deus poderia dizer tais palavras nem realizar obras como a cura do cego de nascença. O milagre recente torna-se um sinal que confirma a verdade da sua voz.

Espiritualmente, este discurso coloca cada um diante de uma decisão interior: ouvir a voz do pastor ou seguir vozes estranhas. Os que se voltam para o Messias Jesus encontram a vida, a segurança e o alimento espiritual, pois ele os conduz a pastagens onde a sua alma pode respirar. Os que recusam a sua voz permanecem na cegueira, não por falta de informação, mas porque resistem à luz que os chama. Jesus revela assim que o verdadeiro conhecimento de Deus só se encontra nele, e que os que lhe pertencem aprendem a discernir a sua voz em meio aos discursos enganosos.

No fim das contas, o seu discurso age como um julgamento: desvela os corações. Revela os que pertencem ao pastor porque reconhecem a sua voz, e os que dela se afastam porque preferem as suas próprias certezas. O Messias Jesus apresenta-se, portanto, como o centro do discernimento espiritual, aquele por quem se entra na vida e que conduz o seu povo com uma fidelidade que nada pode abalar.