Alguns intérpretes bíblicos consideram que “esta geração” poderia designar aquela que viu o renascimento de Israel em 14 de maio de 1948, mas essa leitura é controversa e depende fortemente da abordagem escatológica adotada.
Origem desta interpretação
A ideia de que a geração de 1948 seria aquela a que Jesus se referia em Mateus 24.34, Marcos 13.30 e Lucas 21.32 baseia-se em dois elementos:
A como símbolo de Israel: em várias passagens do Antigo Testamento (Oseias 9.10, Jeremias 24), a representa o povo de Israel. Alguns veem na da que brota uma alusão profética ao “renascimento” de Israel como nação moderna.
A duração de uma geração: com base em modelos bíblicos (como os 40 anos no deserto), alguns estimaram que uma geração dura cerca de 40 a 70 anos. Aplicar esse cálculo a 1948 levou alguns a pensar que a volta do Messias Jesus deveria ocorrer antes do fim desse período.
Apoios e limites
Essa interpretação foi popularizada por autores como Hal Lindsey em “The Late Great Planet Earth” e retomada em certos círculos evangélicos pré-milenaristas.
No entanto, nenhum texto bíblico liga explicitamente o renascimento de Israel à da . O Messias Jesus não menciona Israel nessa passagem, e a pode simplesmente servir de imagem sazonal para ilustrar a clareza dos sinais.
Além disso, várias previsões baseadas nessa leitura não se cumpriram, o que convida à prudência na interpretação profética.
Em resumo
A ideia de que “esta geração” designa a de 1948 é uma hipótese teológica defendida por certas correntes, mas não é universalmente aceita. Ela se baseia em uma leitura simbólica da e em uma cronologia interpretativa. Outros exegetas preferem entender “esta geração” como aquela que verá os sinais do fim, ou como uma referência ao povo de Israel como um todo.