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A fonte javista

A fonte javista (J) é uma fonte hipotética da Torá identificada pela hipótese documentária do século XIX. Recebe esse nome pelo uso do nome divino YHWH e caracteriza-se por um estilo antropomórfico e narrativo. Associada a textos como a criação (Gn 2) e a queda (Gn 3), sua datação continua debatida. Hoje, sua validade é questionada pelos exegetas contemporâneos.

2 min fonte javista hipótese documental Torá YHWH Julius Wellhausen

A fonte javista

A fonte javista (ou javista), muitas vezes abreviada como J, é uma fonte hipotética da (os cinco primeiros livros da ) segundo a hipótese documentária. Eis alguns pontos principais:

Origem e definição

Hipótese documentária: Essa hipótese, desenvolvida no século XIX por pesquisadores como Julius Wellhausen, propõe que a é uma compilação de quatro fontes distintas: javista, , deuteronomista e sacerdotal.
Nome divino: A fonte javista recebe esse nome porque usa com frequência o nome divino (ou Javé) para designar Deus.

Características

Estilo e teologia: A fonte javista é caracterizada por um estilo antropomórfico, que descreve Deus com traços humanos. Enfatiza a relação entre Deus e os homens, bem como a terra e a corrupção humana1.
Passagens atribuídas: Passagens como a criação do homem e da mulher (Génesis 2:4b-25), a queda do homem (Génesis 3) e o chamado de Moisés na sarça ardente (Êxodo 3:1-15) são atribuídas a essa fonte.

Datação e validade

Datação: Os pesquisadores propuseram diferentes períodos para a redação da fonte javista, desde o período monárquico (século X antes da nossa era) até o período exílico e pós-exílico (séculos VI-V antes da nossa era).
Validade: A hipótese documentária, incluindo a fonte javista, já não é amplamente aceita pelos pesquisadores contemporâneos, que preferem outros modelos para explicar a composição da .

A fonte javista é, portanto, um conceito importante no estudo da , embora sua existência e sua importância sejam debatidas entre os pesquisadores.