Eis o vínculo essencial, apresentado de forma simples e precisa:
No Apocalipse, cada selo é introduzido por um dos quatro seres viventes, em ordem. Assim:
- O , aquele que se parece com um bezerro, diz a João: «Vem» (Apocalipse 6.3).
- Ao seu chamado aparece o segundo cavaleiro, o do cavalo vermelho, símbolo de guerra e de sangue.
O que isso significa
Um papel litúrgico e mediador O age como um oficiante celestial: anuncia o que o Cordeiro revela e convida João a contemplar a cena. Faz a ligação entre o céu (o trono, a liturgia) e a terra (os juízos).
Um simbolismo coerente O parece-se com um bezerro/touro, animal associado: ao sacrifício, à força, ao serviço. Ora, o segundo cavaleiro traz: o sangue derramado, a violência desencadeada, a guerra.
O bezerro, símbolo de sacrifício, introduz, portanto, um selo em que o sangue corre; o touro, símbolo de força bruta, introduz um cavaleiro que desencadeia a violência.
Uma soberania ordenada O fato de cada ser vivente introduzir um selo mostra que os juízos não são caóticos: eles são orquestrados a partir do trono de Deus. O não é a causa da guerra, mas anuncia o que o Cordeiro desencadeia.
Síntese
O , símbolo de força e de sacrifício, introduz o segundo cavaleiro, portador de guerra e de sangue, mostrando que os juízos terrenos são revelados e ordenados a partir da liturgia celestial em torno do trono de Deus.