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Os terrenos: estado natural ou chamado à transformação?

Na parábola, os terrenos representam as disposições interiores das pessoas diante da Palavra de Deus: O caminho: coração duro, exposto, sem…

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Os terrenos: estado natural ou chamado à transformação?

Na , os terrenos representam as disposições interiores das pessoas diante da Palavra de Deus:

O caminho: coração duro, exposto, sem proteção.

O solo pedregoso: entusiasmo superficial, sem raízes.

Os espinhos: distrações, preocupações mundanas.

A boa terra: coração aberto, profundo, receptivo.

Mas nada no texto diz que esses terrenos sejam fixos ou predestinados. Ao contrário, Jesus, o Messias, parece interpelar cada um: “Quem tem ouvidos, ouça!” (Mateus 13.9). É um convite para nos tornarmos boa terra, não uma fatalidade.

A boa terra: fruto de um trabalho interior

A boa terra pressupõe um trabalho: foi limpa das pedras (resistências, feridas). Foi capinada (livre das distrações). Foi arada (aberta à profundidade). Foi adubada (nutrida pela oração, pela escuta, pela comunidade).

Esse trabalho pode ser realizado por Deus, mas também com a nossa cooperação. É aí que a liberdade humana entra em jogo: não escolhemos o nosso terreno de partida, mas podemos escolher transformá-lo.

Destino ou chamado?

A não diz: “Alguns estão perdidos de antemão.” Ela diz, antes: “Eis os obstáculos à fecundidade. Reconheça-os, trabalhe-os, deixe-se transformar.”

O semeador semeia por toda parte, mesmo em terrenos improdutivos. É um sinal de graça universal.

A Palavra é oferecida a todos, mas a resposta depende do coração.

Em resumo

Os terrenos não são intrinsecamente desfavoráveis. Constituem pontos de partida ou disposições iniciais que a Palavra pode fazer evoluir se for aceita. O estado de boa terra não é um privilégio, mas representa um objetivo a alcançar.