Leis como o casamento para todos (2013), a proibição das terapias de conversão (2022) ou os planos nacionais contra as discriminações foram precedidas por anos de militância.
O Plano nacional pela igualdade, contra o ódio e as discriminações anti-LGBT+ (2023–2026) foi elaborado em conjunto com mais de uma centena de parceiros, entre eles associações LGBT+ locais e nacionais, centros LGBT+ e instituições públicas.
Esses grupos propuseram mais de 300 medidas concretas, mostrando uma mobilização inédita para fazer evoluir as políticas públicas.
Um engajamento político crescente
O governo francês considera agora a luta contra as discriminações LGBT+ uma prioridade política.
A evolução da opinião pública (85 % dos franceses consideravam a homossexualidade uma maneira normal de viver a sexualidade em 2019, contra 24 % em 1975) também reforçou a legitimidade política dessas leis.
Em resumo, os grupos homossexuais e LGBT+ desempenharam um papel motor na promulgação dessas leis, mobilizando, conscientizando e participando ativamente dos processos de concertação política.