Este artigo expõe a teoria de gênero, analisando como ela contribui para a compreensão dos papéis e das identidades de gênero na sociedade moderna, e a confronta com as doutrinas bíblicas.
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Em nossa sociedade, observamos numerosos debates sobre novas doutrinas que surgem e influenciam as gerações mais jovens. Alguns consideram isso uma oportunidade enriquecedora para os jovens, enquanto outros percebem nisso uma influência negativa, em contradição com seus princípios.
Neste site, nosso objetivo é confrontar essas ideias novas com as da Bíblia. Analisaremos se essas teorias contemporâneas confirmam as doutrinas bíblicas ou, ao contrário, as questionam.
Nosso primeiro estudo trata da teoria de gênero. Assim, examinaremos essa hipótese proposta às gerações mais jovens no âmbito do sistema educacional nacional francês, procurando avaliar suas vantagens e seus eventuais riscos.
Definição da teoria de gênero
A teoria de gênero é um campo de estudo que explora como os papéis, os comportamentos e as identidades de gênero são construídos e percebidos na sociedade. Ela examina as relações entre os sexos e como essas relações influenciam as estruturas sociais, políticas e econômicas.
A teoria de gênero concentra-se em vários aspectos-chave:
Construção social do gênero: Ela analisa como as normas e as expectativas sociais moldam as identidades de gênero e os papéis atribuídos a homens e mulheres.
Interseccionalidade: Ela leva em conta as interseções entre gênero, raça, classe social e outras formas de opressão para compreender as experiências vividas pelas pessoas.
Poder e dominação: Ela examina como o gênero influencia a distribuição do poder e dos recursos na sociedade.
Identidade de gênero: Esse aspecto examina as diversas maneiras pelas quais as pessoas definem e expressam sua identidade de gênero, incluindo as identidades não binárias e transgênero.
Definição: A identidade de gênero é a percepção íntima e pessoal que uma pessoa tem de seu próprio gênero. Ela pode ou não corresponder ao sexo atribuído no nascimento.
Masculino e feminino: As identidades de gênero tradicionais alinhadas com os papéis masculinos e femininos.
Não binário: Uma identidade de gênero que não se situa exclusivamente nas categorias de masculino ou feminino. As pessoas não binárias podem sentir-se ao mesmo tempo homem e mulher, nem homem nem mulher, ou oscilar entre os gêneros.
Transgênero: Uma pessoa transgênero tem uma identidade de gênero que difere daquela que lhe foi atribuída no nascimento. Por exemplo, uma pessoa a quem foi atribuído o sexo feminino no nascimento pode identificar-se como homem.
A expressão de gênero
Definição: A expressão de gênero é a maneira como uma pessoa manifesta seu gênero por meio de comportamentos, roupas, cortes de cabelo, nomes, etc.
Fluidez: Algumas pessoas podem expressar seu gênero de maneira fluida, mudando de expressão conforme o contexto, os sentimentos pessoais ou outros fatores.
Conformidade e não conformidade:A expressão de gênero pode ou não corresponder às expectativas da sociedade ligadas ao sexo atribuído no nascimento. Por exemplo, uma pessoa a quem foi atribuído o sexo feminino no nascimento pode escolher roupas e comportamentos tipicamente associados à masculinidade.
A importância do reconhecimento
Respeito e aceitação: Reconhecer e respeitar as identidades e as expressões de gênero é crucial para o bem-estar mental e emocional das pessoas. Isso inclui o uso dos nomes e dos pronomes escolhidos pela pessoa, bem como o reconhecimento de seu direito de expressar seu gênero de maneira autêntica.
Em resumo: a teoria de gênero explora a diversidade e a complexidade das identidades e das expressões de gênero, reconhecendo que o gênero é uma dimensão fluida e pessoal da experiência humana. Ela incentiva a compreensão e a aceitação das diferentes maneiras pelas quais as pessoas se definem e vivem seu gênero.
Uma teoria surpreendente e controversa
Essa teoria parece hoje importante em vista de sua notoriedade e do impacto que provoca em muitas pessoas. Ela aparece em germe na educação de nossos filhos no ensino público. Claro que é controversa, mas sua influência sobre mentes jovens em pleno desenvolvimento corre o risco de provocar inevitavelmente sequelas na vida de nossos jovens.
A escola laica é um lugar de formação, de instrução e de desenvolvimento de competências, mas não deveria ser um lugar de moldagem das mentes.
Essa teoria não é anedótica, muito pelo contrário. Em 27 de novembro de 2024, diante da assembleia do Senado, Alexandre Portier, ministro delegado encarregado do Sucesso Escolar e do Ensino Profissional, manifestou sua oposição ao projeto de programa de educação sexual, afirmando que «a teoria de gênero não tem lugar em nossas escolas».
Apesar de uma advertência da ministra da Educação Nacional, Anne Genetet, Alexandre Portier manteve sua posição, ressaltando que se empenharia pessoalmente para que essa teoria não seja ensinada.
Mas o que nos interessa é o choque dessas ideias revolucionárias com os princípios ancestrais da Bíblia.
Propostas de leis francesas
Na França, a questão da «teoria de gênero» suscita vivas controvérsias e divide profundamente a sociedade. De um lado, os partidos políticos de direita, principalmente o Rassemblement National (RN) e Les Républicains (LR), desejam proibir o ensino dessa noção na escola. Sua posição se traduz na apresentação de projetos de lei que visam proscrever sua abordagem no âmbito escolar.
Em oposição, a maioria dos sindicatos de professores manifesta seu desacordo com essa perspectiva de proibição. Paralelamente, a esquerda defende ativamente o ensino da noção de gênero. Ela considera que o gênero constitui uma ferramenta pluridisciplinar, mobilizada na sociologia, na filosofia e na psicologia, e que é essencial para analisar e desconstruir as desigualdades sociais. Esse campo rejeita a ideia de que o gênero seria uma «ideologia» fantasiada, preferindo abordagens fundadas em análises empíricas.
A esquerda se opõe firmemente aos textos que visam proibir ou sancionar esses estudos e defende a liberdade pedagógica dos professores.
Até hoje, nenhum projeto de lei prevê dispensar um menor do consentimento dos pais para uma operação de mudança de sexo: segundo o Código de Saúde Pública, todo ato médico sobre um menor (tratamento hormonal ou cirúrgico) exige a autorização dos pais; as únicas exceções em que o menor pode consentir sozinho dizem respeito à contracepção, ao acompanhamento de uma gravidez ou ao aborto.
A Alta Autoridade de Saúde (Haute Autorité de santé) recomenda um acompanhamento pluridisciplinar (psicólogo/psiquiatra, endocrinologista pediátrico, equipe cirúrgica): antes dos 15 anos, só podem ser iniciados os bloqueadores de puberdade, sob estrita vigilância e com o acordo dos pais; os tratamentos hormonais são propostos a partir dos 16 anos, sempre com o consentimento dos pais; e as cirurgias irreversíveis (mastectomia, histerectomia, vaginoplastia…) só são consideradas após a maioridade, salvo casos extremamente excepcionais validados por um tribunal médico.
As discussões legislativas sobre esses temas permanecem, assim, acirradas e profundamente partidárias.
O que a Bíblia diz sobre este tema?
A Bíblia não aborda explicitamente a teoria de gênero, pois esse conceito moderno não existia na época em que os textos bíblicos foram escritos.
A teoria de gênero, ou teoria da sexualidade, remonta aos trabalhos de Sigmund Freud no início do século XX. Freud explorou os conceitos de identidade de gênero e de sexualidade em suas obras, notadamente em «Três ensaios sobre a teoria da sexualidade» (1905) e «O homem dos lobos» (1913). A teoria de gênero evoluiu e se enriqueceu ao longo das décadas com contribuições de numerosos pesquisadores e pensadores, notadamente nas áreas da psicanálise, da sociologia e dos estudos de gênero
No entanto, a Bíblia contém numerosas referências aos papéis e às identidades de gênero, muitas vezes enraizadas nos contextos culturais e históricos da época.
Referências bíblicas sobre o gênero
1. Criação do homem e da mulher:
Este versículo da Bíblia afirma claramente que Deus criou dois sexos distintos: homem e mulher. Segundo o ensino bíblico, a questão da identidade de gênero não se coloca, uma vez que o ser humano nasce homem ou mulher.
Essa compreensão foi amplamente aceita ao longo dos séculos como uma evidência de bom senso.
2. Papéis tradicionais de gênero:
Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
(Tradução Louis Segond )
22 Mulheres, [sujeitem-se] a seus maridos como ao Senhor,
23 pois o marido é o cabeça da mulher, como Cristo é o cabeça da Igreja, que é o seu corpo e da qual ele é o Salvador.
24 Mas assim como a Igreja se submete a Cristo, também as mulheres devem submeter-se em tudo a seus maridos.
25 Maridos, amem suas mulheres, como Cristo amou a Igreja. Ele se entregou a si mesmo por ela
26 para conduzi-la à santidade, depois de purificá-la e lavá-la com a água da palavra,
27 para apresentar a si mesmo essa Igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.
28 Assim também os maridos devem amar suas mulheres como a seu próprio corpo. Quem ama sua mulher ama a si mesmo.
29 De fato, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo; pelo contrário, alimenta-o e cuida dele, assim como o Senhor faz com a Igreja,
30 porque somos membros do seu corpo, [formados da sua carne e dos seus ossos].
31 Por isso o homem deixará pai e mãe, se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne.
32 Este mistério é grande, e eu o digo com respeito a Cristo e à Igreja.
33 Quanto ao mais, cada um de vocês ame a sua mulher como a si mesmo, e que a mulher respeite o seu marido.
(Tradução Louis Segond )
Muitas pessoas consideram certas passagens da Bíblia como rebaixando as mulheres, notadamente como aqui, quando o apóstolo Paulo parece colocar o homem como cabeça da mulher. No entanto, é esclarecido que o homem deve, e tem, portanto, a obrigação de, amar sua mulher até o sacrifício. Em contrapartida, não se pede explicitamente à mulher que ame seu marido.
No entanto, entendemos que uma mulher amada por seu marido da maneira descrita pelo apóstolo Paulo não poderá deixar de amar um tal homem. E se algumas mulheres não amam seus maridos, podemos nos interrogar sobre o amor que ele tem por ela.
18 Mulheres, sujeitem-se a seus maridos, como convém no Senhor.
19 Maridos, amem suas mulheres e não sejam amargos para com elas.
(Tradução Louis Segond )
10 Quem achará uma mulher virtuosa? O seu valor muito excede o de finas joias.
11 O coração do seu marido confia nela, e a ele não faltará coisa alguma de valor.
12 Ela lhe faz bem, e não mal, todos os dias da sua vida.
13 Busca lã e linho e trabalha de bom grado com as mãos.
14 É como o navio mercante: de longe traz o seu pão.
15 Levanta-se ainda de noite, e dá mantimento à sua casa e ordens às suas servas.
16 Examina uma propriedade e a compra; do fruto do seu trabalho planta uma vinha.
17 Cinge de força os seus lombos e fortalece os seus braços.
18 Vê que é boa a sua mercadoria; a sua lâmpada não se apaga de noite:
19 ela mesma fia a lã, ela mesma tece as roupas.
20 Estende a mão ao aflito e o seu braço ao necessitado.
21 Não teme a neve por sua família, porque todos os seus estão vestidos de escarlata.
22 Faz para si cobertas; de linho fino e de púrpura é o seu vestido.
23 Seu marido é conhecido nas portas, quando se assenta entre os anciãos da terra.
24 Faz vestes de linho fino e vende-as, e entrega cintos ao mercador.
25 Força e honra são o seu vestuário, e ri-se do dia futuro.
26 Abre a sua boca com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua.
27 Atende ao andamento da sua casa e não come o pão da preguiça.
28 Levantam-se seus filhos e a chamam bem-aventurada; seu marido também, que a louva:
29 «Muitas mulheres fizeram o bem, mas tu a todas sobrepujas.»
30 Enganosa é a graça, e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada.
31 Dêem-lhe do fruto das suas mãos, e as suas obras a louvem às portas da cidade!
(Tradução Louis Segond )
Provérbios 31.10-31: Descreve a mulher virtuosa em termos de seus papéis domésticos e de suas virtudes familiares.
A Bíblia indica claramente que as posições a respeito do gênero, tal como descritas por Moisés no livro de Gênesis, são exclusivamente binárias.
Os textos bíblicos estabelecem os conceitos de homem e de mulher, bem como de pai e de mãe. Esse assunto será objeto de uma análise mais aprofundada posteriormente.
Atualmente, existem debates no seio de diversas comunidades religiosas. Essas discussões não versam sobre a interpretação desses versículos, mas sim sobre a maneira de acolher fraternalmente as pessoas não binárias ou transgênero.
O que pensar do versículo do apóstolo Paulo (Gálatas 3.28)?
28 Não há mais judeu nem não judeu, não há mais escravo nem livre, não há mais homem nem mulher, pois todos vocês são um em Cristo Jesus.
(Tradução Louis Segond )
Alguns poderiam interpretar este versículo de Paulo, «não há mais homem nem mulher», como uma referência à teoria de gênero.
No entanto, é importante notar que Paulo ressalta aqui a igualdade de todos os seres humanos diante de Deus. Ele afirma que, na perspectiva divina, o judeu, em razão de seu status particular, não tem mais valor do que o não judeu, e que o homem não é mais importante do que a mulher.
Diante de Deus, todos os seres humanos possuem o mesmo valor intrínseco. De maneira semelhante, a cor da pele não representa nenhuma diferença aos olhos de Deus.
Conclusão
Aliás, ele acrescenta:
29 Se vocês pertencem a Cristo, são, portanto, descendência de Abraão [e] herdeiros conforme a promessa.
(Tradução Louis Segond )
Embora a Bíblia não trate diretamente da teoria de gênero tal como a compreendemos hoje, ela oferece perspectivas sobre os papéis de gênero que continuam a influenciar as discussões contemporâneas. No entanto, existem divergências notáveis entre essa teoria e certas afirmações bíblicas. Isso levanta a questão da compatibilidade entre essas duas perspectivas.
O assunto da teoria de gênero suscita debates, notadamente em razão de sua inclusão no currículo escolar. Muitos pais expressam preocupações quanto ao ensino desses conceitos a seus filhos, preferindo que a educação sexual e as questões de gênero sejam abordadas pelas famílias segundo seus próprios valores e crenças.
Em 2023, a Suécia anunciou restrições aos tratamentos de redesignação de gênero para menores, argumentando que as crianças não estão em condições de dar um consentimento esclarecido para essas intervenções. Essa decisão alimentou debates tanto na Suécia quanto no plano internacional. O Reino Unido também cogita rever sua posição sobre o assunto. Na França, apesar das opiniões divergentes, o governo mantém sua abordagem atual, o que leva algumas famílias a buscar alternativas educacionais, notadamente no ensino católico.
As consequências desse ensino sobre os jovens permanecem incertas. É, portanto, importante continuar a manifestar nossa desaprovação e pedir às autoridades que devolvam essa liberdade de ensino aos pais.
Esta passagem da Bíblia parece particularmente verdadeira atualmente.
21 porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, tornaram-se vãos em seus raciocínios, e o seu coração insensato se obscureceu.
22 Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos,
(Tradução Louis Segond )
Esta passagem sugere que aqueles que conheceram a Deus mas não o honraram nem lhe agradeceram se extraviaram e mergulharam na loucura. Ela põe em evidência as consequências espirituais e morais do abandono de Deus.
Um título, um personagem, um lugar, uma referência («Lucas 15»)…
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Referência bíblica
INF082
Nota informativa
INF082 - A Bible Segond 21 (S21)
A Bible Segond 21 (S21)
A Segond 21. Eis algumas informações essenciais sobre esta versão:
Contexto e objetivos
Data de publicação: 2007 Modernização: A Segond 21 visa modernizar a linguagem da tradução de Louis Segond, mantendo ao mesmo tempo grande fidelidade aos textos originais hebraicos e gregos. Clareza e acessibilidade: A ênfase recai sobre a clareza e a acessibilidade do texto para os leitores contemporâneos.
Principais características
Fidelidade aos textos originais: A Segond 21 apoia-se nos manuscritos antigos mais confiáveis para garantir uma tradução precisa e fiel. Revisão linguística: A linguagem foi revista para refletir melhor os usos modernos da língua francesa, preservando ao mesmo tempo a riqueza e a profundidade do texto bíblico. Notas e referências: A versão inclui com frequência notas explicativas e referências que ajudam na compreensão e no estudo das Escrituras.
Importância
Uso difundido: A Segond 21 é amplamente utilizada nos meios protestantes francófonos, especialmente para os estudos bíblicos e a leitura pessoal. Acessibilidade: Graças à sua linguagem modernizada, ela é acessível a um público mais amplo, incluindo as novas gerações de leitores.
A Segond 21 foi realizada por uma equipe multidisciplinar de tradutores, linguistas e teólogos e exigiu cerca de 12 anos de trabalho para ser concluída.
Essas revisões mostram a evolução da tradução de Louis Segond para se adaptar às mudanças linguísticas e às necessidades dos leitores ao longo do tempo.