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As duas genealogias do Messias Jesus

O artigo trata das genealogias de Jesus em Mateus e Lucas, essenciais para estabelecer a sua identidade messiânica. Mateus destaca a herança real de José, enquanto Lucas remonta até Adão por meio de Maria, ressaltando a missão universal de Jesus.

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Introdução

Hoje em dia, as pesquisas genealógicas continuam sendo principalmente um passatempo de pessoas aposentadas. Elas só despertam interesse na família que é objeto dessas pesquisas. No entanto, não era assim no século I em Israel. De fato, a ascendência de uma pessoa lhe conferia, ou não, uma posição na sociedade judaica.

Certos cargos, ligados estreitamente à religião ou à realeza, dependiam diretamente da linhagem da pessoa. Assim, alguns indivíduos chegavam a gastar uma quantia considerável para adquirir uma genealogia fictícia, com o objetivo de obter um status social mais elevado.

De fato, somente os descendentes da tribo de Levi eram autorizados a exercer atividades religiosas, enquanto a realeza era reservada aos descendentes da tribo de Judá.

Um exemplo notável é o do rei Herodes, o Grande, que nunca foi reconhecido pelos judeus, pois não possuía a ascendência real necessária para exercer essa função.

Cada família judaica conservava documentos que provavam as suas origens, considerados peças preciosas.

Aqui nos damos conta da importância de legitimar a própria ascendência para exercer a função de sacerdote.

Era imperativo que Jesus descendesse da tribo de Judá e, portanto, de Davi, para reivindicar o título de Messias.

Mateus e Lucas nos apresentam ambos a genealogia de Jesus, o Messias. No entanto, as suas divergências levantam problemas. Como podemos explicar isso?

I. As duas genealogias do Messias Jesus

Eis as duas genealogias dos Evangelhos, a de Mateus e a de Lucas. Elas suscitaram muitos debates e interpretações.

José, assim como Maria, possui, portanto, documentos de família que são transmitidos de geração em geração. É possível que Maria tenha recuperado os seus papéis mais tarde com um irmão mais velho ou uma irmã, e depois os tenha mostrado a Lucas.

De fato, não foram nem Mateus nem Lucas que realizaram as pesquisas precisas dos nomes dos antepassados, mas as famílias daquela época possuíam frequentemente esse tipo de documento, semelhante a uma caderneta de família dos dias de hoje na França.

Vamos estudar as diferenças de nomes para compreender as razões que levaram Lucas a redigir uma segunda lista, embora já conhecesse a de Mateus.

II. A genealogia registrada por Mateus

Mateus, dirigindo-se aos judeus, devia submeter-se a uma regra judaica imperativa: registrar a genealogia de Jesus para provar que ele podia pretender o título de Messias e de rei. Notamos que Mateus não começa a sua genealogia de maneira comum, mas começa por Abraão e cita toda a descendência até Davi.

Esses dois personagens, bem conhecidos de todos os judeus, são a razão dessa lista de nomes. Mateus teve acesso a um documento precioso: a genealogia de José, que demonstra a sua descendência real.

Esse tipo de papiro era cuidadosamente conservado pelas famílias, transmitido de geração em geração e atualizado regularmente.

Mateus nos relata, portanto, a ascendência do pai legal, José, o que está em conformidade com os princípios judaicos. Juridicamente, mesmo que José não seja o pai biológico de Jesus, ao receber Maria, sua noiva, em sua casa, ele confirma dois princípios: primeiro, Maria torna-se oficialmente sua esposa e, segundo, a criança que ela carrega é automaticamente considerada como sua.

Os numerosos opositores religiosos de Jesus, durante a sua vida, nunca fazem alusão ao seu nascimento milagroso, o que nos permite imaginar que Mateus é o primeiro a divulgar esse fato excepcional.

Lucas confirma essa hipótese ao inscrever na sua lista de nomes: “como se cria, filho de José”. Natanael considera Jesus originário de Nazaré João 1.46. Para as pessoas da sua época, o Messias Jesus é um nazareno, filho de José.

Segundo a lei judaica em vigor, José confere, portanto, a essa criança todos os direitos ligados à sua linhagem. O objetivo de Mateus é claro: desde o início da sua genealogia, ele indica que o Messias Jesus é filho de Abraão, portanto judeu, e filho de Davi, descendente de Judá, portanto um rei em potencial.

Não esqueçamos as alianças feitas com esses dois homens. A primeira, entre Deus e Abraão Gênesis 12.1-7 e Gênesis 15.1-7, fala de uma descendência que trará uma grande bênção a todos os povos da terra, e a segunda, com Davi 2 Samuel 7.16 e 2 Crônicas 6.16, esclarece que essa linhagem será real.

É, portanto, necessário que o Messias seja, como os judeus bem observaram, um descendente desses dois homens, para inscrever-se no cumprimento dessas duas alianças, a de Abraão e a de Davi.

Esse raciocínio de Mateus parece evidente e bem compreendido por todos os judeus da sua época, aos quais ele se dirige.

No entanto, e os não judeus, que ignoram essas leis?

A descoberta de Lucas traz uma resposta a essa pergunta. Notamos que, ao contrário de Lucas, Mateus não faz remontar a ascendência de Jesus até Deus, pois isso seria dificilmente compreensível para um judeu.

Lembramos o quanto foi brutal a reação do quando o Messias Jesus se apresentou como Filho de Deus Mateus 26.62-68.

Para os judeus, Deus não tem filho!

III. A genealogia registrada por Lucas

Lucas procede como faríamos hoje para estabelecer uma genealogia, partindo do “de cujus” para registrar os ascendentes. Ele começa, portanto, por Jesus e remonta as gerações, enquanto Mateus fez o inverso, começando por Abraão para chegar, no final, ao personagem principal, Jesus.

A genealogia de Lucas difere da de Mateus. Alguns tentaram, de fato, transformar os nomes para demonstrar a unicidade das duas listas, a de Lucas e a de Mateus, mas o resultado mostrou-se decepcionante e sobretudo inaceitável, diante da precisão do texto.

Nem sequer consideramos a hipótese de erros, o que seria um insulto à inteligência dos dois autores. Lucas conhecia os escritos de Mateus!

A genealogia ocupava um lugar muito importante entre os judeus e era objeto de estudos aprofundados. Tais erros são simplesmente inconcebíveis e sobretudo inadmissíveis para o conjunto dos judeus.

A única possibilidade que nos resta é que essa genealogia seja a de Maria e não a de José.

Lucas registra que o Messias Jesus era, como se cria, filho de José, filho de Eli. A palavra exata deveria ter sido “genro de Eli” nesse caso. Essa palavra não existe em grego, de modo que Lucas usa o termo filho, por causa do seu casamento com Maria.

Eli é, portanto, o pai de Maria e o sogro de José.

A genealogia materna continua sendo muito incomum, mas o nascimento de Jesus sem o concurso de um homem também é único e não muito fácil de explicar, devemos reconhecê-lo. Lucas sabia que uma genealogia materna nunca era estudada, mas estava diante de um dilema.

Como compreender as origens do Messias Jesus?

Não esqueçamos a sua formação de médico, que sem dúvida influencia fortemente a sua narrativa.

Para Lucas, a única solução consiste em precisar a ascendência da mãe biológica, Maria. É por essa razão que ele indica: “como se cria, filho de José”. É, de fato, a única lógica aceitável para todos esses não judeus.

Notamos que o nascimento milagroso de Jesus não era conhecido durante a sua vida e que todos o consideravam filho de José.

Podemos, no entanto, fazer a seguinte pergunta: por que Lucas não indicou diretamente o nome de Maria nesse caso específico?

Isso teria sido mais simples e teria facilitado a compreensão do texto. Não se deve esquecer a posição da mulher na sociedade daquela época. Até os próprios discípulos ficaram chocados ao ver Jesus, o Messias, falar com essa João 4.27.

Quando mencionamos que a genealogia materna não era comum na época, deveríamos ter especificado que, na realidade, ela não era aceita.

Se Lucas tivesse especificado que a filiação proposta era a de Maria, muitos leitores simplesmente a teriam rejeitado sem refletir e não teriam prosseguido o seu estudo. Procedendo da maneira como o fez, Lucas não choca ninguém e relata a verdade.

Compreendemos por que Mateus, no seu escrito, registrou a linhagem do Messias Jesus. Ele se dirigia a judeus que atribuíam grande importância às origens de uma pessoa que pretendia um título.

No entanto, que objetivo persegue Lucas ao se dirigir a pagãos convertidos, que em geral não têm o mesmo interesse pela ascendência do indivíduo?

Lucas percebe que, quando os não judeus lerem o texto de Mateus, não entenderão por que José, um estranho, é mencionado no nascimento de Jesus. Essas sutilezas da lei judaica são desconhecidas de todos esses pagãos convertidos. Disso resulta que a demonstração de Mateus pode parecer enganosa.

É então que Maria traz a solução, apresentando documentos que provam a sua filiação. Lucas os consulta e descobre que Maria também é de linhagem real, assim como José. Assim, Jesus pode legitimamente pretender o título de Messias e de Rei dos Judeus, pois sangue real corre em suas veias por parte de sua mãe, Maria.

Lucas desenvolve, portanto, outra demonstração, compreensível para todos os não judeus. A genealogia de Lucas se dirige, assim, aos não judeus ou aos pagãos convertidos. Ele começa, sem nomear Maria, por Jesus, o filho de José, depois remonta até Davi, o único rei mencionado, depois até Abraão, que é o pai dos crentes, e por fim até Adão, que é o pai de toda a humanidade, e até mesmo até Deus, o grande criador.

Assim, Jesus é o Filho de Deus. Essa genealogia de Lucas é composta de onze séries de sete nomes (11 x 7 = 77). Certamente não é por acaso que Lucas menciona 77 nomes; esse número é muito simbólico e evoca a perfeição.

IV. Comparação das duas listas

Vamos retomar as duas genealogias para comparar a lista dos nomes.

Nota 1: Lucas indica: “Ele era, como se cria, filho de José, filho de Eli”. No caso de uma genealogia de Maria, como supomos, José é o genro de Eli e não o filho, como registrado por Lucas. O termo filho substituía frequentemente o de genro, pois este não tem equivalente preciso em grego. Substituímos o nome de José pelo de Maria, que não está registrado no texto de Lucas.

Nota 2: colocamos a lista de Lucas no mesmo sentido que a de Mateus para compará-las mais facilmente. Também suprimimos toda a parte posterior a Davi que Mateus não cita.

Nota 3: Mateus e Lucas registram Abraão, o pai dos crentes

Os contemporâneos de José conheciam o nome do seu pai e não se surpreendem com a expressão empregada por Lucas.

Ao examinar essas duas genealogias, podemos observar semelhanças. De fato, os mesmos nomes são mencionados várias vezes, em particular na parte que vai de Abraão a Davi, que permanece idêntica nos dois casos.

No entanto, também somos obrigados a reconhecer que existem divergências sérias, que nos levam a uma análise mais aprofundada.

Mateus cita a descendência de Salomão, o segundo filho de Davi com Bate-Seba, enquanto Lucas menciona Natã, o terceiro dos quatro filhos de Davi com Bate-Seba. A partir desse momento, as duas linhagens divergem naturalmente.

É impossível que uma mesma pessoa descenda de duas linhagens diferentes, a menos que seja por meio de um casamento e da adoção da filiação da mulher. Essa opção é dificilmente aceitável, o que nos leva a pensar na existência de dois personagens distintos.

Sabemos que, para os judeus daquela época, a genealogia era considerada uma ciência exata e precisa. Como já ressaltamos, alguns indivíduos modificavam as suas ascendências a alto custo para obter um melhor status na sociedade, mas isso dizia respeito principalmente a pessoas ricas e permanecia excepcional.

É, portanto, impensável que Mateus ou Lucas tenham se enganado ou tentado qualquer adaptação. De fato, o objetivo dessas genealogias é simplesmente demonstrar que Jesus pode pretender, por sua ascendência, a qualidade de Messias ou de Rei dos Judeus.

Uma inexatidão, rapidamente detectada, teria classificado Jesus como um impostor. Toda a argumentação do relato de Mateus desmoronaria nesse caso.

Não devemos negligenciar o fato de que os religiosos, que dirigiam o país e eram muito contrários a essa nova doutrina, não deixaram de verificar a credibilidade dessas declarações em suas pesquisas. De fato, mesmo que Mateus ainda não tivesse redigido a sua genealogia, o Messias Jesus era frequentemente chamado de filho de Davi, o que não deixava de interpelar os seus opositores Mateus 12.23.

Essa formulação aparece 22 vezes nos Evangelhos.
Como explicar as diferenças entre as informações de Mateus e as de Lucas?

A resposta mais adequada, e agora a mais reconhecida, é que Mateus nos apresenta a genealogia de José, o pai legal, enquanto Lucas descreve a de Maria, a mãe biológica.

V. Quantas pessoas há na genealogia de Mateus?

Quantos indivíduos há nessa genealogia?

São 42 (3X14), como diz Mateus, ou 41, como ele escreve?

Mateus resumiu a sua lista e pôs em evidência três grupos de 14 pessoas. De fato, temos 14 nomes no período que vai de Abraão a Davi.

Há também 14 nomes para o período que vai de Davi à deportação, mas há apenas 13 nomes, e não 14, no período posterior à deportação até Cristo.

Somos, portanto, obrigados a acrescentar o nome de Maria, que Mateus menciona, para chegar a 14 nomes.

Assim, Mateus inseriu Maria na sua genealogia, que visivelmente diz respeito a José, porque já conhecia as circunstâncias extraordinárias da concepção do Menino Jesus e não queria ser mal compreendido indicando apenas José.

De fato, a criança não pode ser ao mesmo tempo o filho de José e o do Espírito Santo.

Para evitar essa contradição, Mateus inclui Maria na sua genealogia de José, embora em teoria não haja nenhuma razão para citá-la.

Parece que ele não registrou todos os nomes dessa linhagem, mas apenas os principais a seus olhos, para facilitar a memorização. Os números escolhidos, três vezes 14 (2X7), continuam sendo significativos para um judeu.

VI. Por que Mateus cita na sua lista o nome de 4 mulheres antes de Maria?

As mulheres, em regra geral, não são mencionadas numa genealogia judaica, mas a lista de Mateus vem subverter essa regra.

Ele não o faz sem razão, pois ao agir assim se coloca na mesma posição do Messias Jesus, que também não hesitou em transgredir as regras judaicas de separação entre homens e mulheres. Ele falou diretamente com uma mulher em várias ocasiões. A condição das mulheres começou a mudar.

É inegável que essas mulheres não gozavam de uma reputação excelente! A primeira, Tamar (Mateus 1.1), prostituiu-se (Gênesis 38.13-30). A segunda, Raabe (Mateus 1.3), era uma antiga prostituta (Josué 2.1). O caso da terceira parece diferente: Rute (Mateus 1.5), uma estrangeira, uma antiga pagã (Rute 1.4), seduziu Boaz, e a última, Bate-Seba (Mateus 1.4), era uma mulher adúltera (2 Samuel 11.1-5).

Essas mulheres, em contato com a lei judaica e sobretudo com o Deus único, mudaram e assim foram integradas à prestigiosa linhagem do Messias Jesus. Se examinarmos a vida dos homens mencionados, também estamos muito longe da perfeição. Podemos citar um exemplo: Judá com Tamar, a quem toma por uma prostituta e com quem teve dois filhos gêmeos, Perez e Zerá (Gênesis 38.12-30).

A lista dos homens não é, portanto, melhor do que a das mulheres. Estamos diante de uma enumeração de nomes, muito humana, que reflete a natureza pecadora dos homens e das mulheres que compõem a humanidade.

A escolha de Mateus de nomear essas quatro mulheres demonstra que, nessa nova estrutura, a Igreja, não deve haver, como na sociedade judaica da época, diferença entre homem e mulher, mas que todos sejam iguais e tenham acesso à mesma salvação.

VII. Os pais de Maria

Gálatas 3.28 (Bíblia Livre) :
Assim, não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea. Pois todos vós sois um em Cristo Jesus.

Concluímos, a partir do estudo das genealogias nos Evangelhos de Lucas e de Mateus, que a ascendência de Maria está ligada a Eli. No entanto, a tradição católica menciona Ana e Joaquim como seus pais, levantando a questão: Eli ou Joaquim, quem é o verdadeiro pai de Maria?

Ao examinar as genealogias de Mateus e Lucas, deduzimos que esses autores evocam duas linhagens distintas, a de José e a de Maria. Descartamos a hipótese de erros desses evangelistas. Assim, Eli parece ser o pai de Maria, segundo a interpretação direta do texto bíblico de Lucas.

As obras apócrifas, como o Protoevangelho de Tiago e o Evangelho da Natividade de Maria, embora populares nas tradições católica, ortodoxa e até islâmica, carecem de fundamento histórico e parecem ser fruto da imaginação de seus autores, que visavam dar a Maria uma história extraordinária.

Esses relatos, influenciados pela história de Ana e Elcana 1 Samuel 1.1, criam uma biografia milagrosa para Maria, tirando-a do anonimato. O próprio Alcorão se inspira nesses , como demonstra a sura Al-Imran.

Quanto à identificação de Joaquim com Imran ou com uma variante de Eli, trata-se de uma hipótese que não é unânime entre os pesquisadores.

Em resumo, apesar das tradições e dos relatos apócrifos, faltam-nos dados históricos confiáveis para confirmar com certeza a ascendência de Maria. A genealogia apresentada por Lucas, que identifica Eli como o pai de Maria, continua sendo a mais plausível no contexto bíblico.

Conclusão

Não podemos aprofundar mais este assunto no âmbito do nosso estudo atual. No entanto, observamos e compreendemos o pragmatismo dos autores dos Evangelhos, em particular Mateus e Lucas, que adaptaram os seus escritos aos respectivos públicos.

As suas abordagens divergentes não são contraditórias, mas antes complementares. Segundo a nossa análise, Mateus concentra-se na linhagem de José, enquanto Lucas aborda a ascendência de Maria. Essa interpretação será o fundamento dos nossos futuros estudos sobre Maria.

A apresentação de Eli por Lucas como o pai de Maria não contradiz necessariamente as tradições católicas ou islâmicas. É possível que os nomes Joaquim e Imran sejam variantes do hebraico Eli, embora essa hipótese não seja unânime entre os pesquisadores.

Mateus e Lucas convergem para a mesma conclusão essencial: Jesus é o Messias e o Rei dos Judeus. Essa afirmação é incontestável, independentemente das discussões sobre a genealogia, pois ambos lhe conferem legalmente o direito de reivindicar esses títulos de grande importância.